TEXTOS & ARTIGOS
"TOQUE:BENEFÍCIOS EM ANIMAIS"

 

 

A maneira pela qual os filhotes de todos os mamíferos se enroscam e se abrigam junto ao corpo da mãe e dos outros animais da ninhada, assim como no de outros animais colocados juntos, sugere enfaticamente que a estimulação cutânea é uma importante necessidade biológica tanto para o desenvolvimento físico quanto para o comportamental.

Praticamente todo animal aprecia ser acariciado ou ter sua pele estimulada de algum outro modo agradável. Além do comportamento de se arrumarem, os primatas manifestam uma ampla variedade de outros comportamentos de contato, como dar tapinhas afetuosos e focinhar, especialmente nas condutas de cumprimentos.

Os chimpanzés dão tapinhas não só nas mãos uns dos outros para tranqüilizaram-se, beijar-se-ão afetuosamente e, especialmente os filhotes, ávidos por serem coçados, puxarão as mãos de quem está coçando para cima de seus corpos. Ao longo de toda sua vida, o comportamento de contato serve para mitigar intensas reações emocionais e para manter a agressividade sob certo controle.

Os especialistas e donos de fazendas de laticínios que praticam a ordenha manual sabem muito bem que o leite é mais rico e abundante do que quando as vacas são ordenhadas mecanicamente. Como confirmaram vários investigadores, a manipulação ou carinho dados ao animal em seus primeiros dias de vida, desempenham um papel para a maior resistência dos organismos, resultam num aumento de peso, no ritmo de sua atividade, presença de menor temerosidade e maior capacidade para suportar o estresse.


Weininger, em 1954, num dos primeiros estudos desse gênero, descobriu que os ratos machos acariciados durante três semanas após seu desmame, tinham um peso médio, aos 44 dias de vida, 20 gramas a mais do que os animais do grupo controle, que não tinham recebido o mesmo tratamento. Além disso, o crescimento dos acariciados foi mais intenso do que os outros.
Quando foram expostos a estímulos estressantes e autopsiados imediatamente depois, os ratos acariciados mostraram muito menos lesões nos sistemas cardiovascular e gastrintestinal do que os outros.

Um outro estudo indicou que os ratos que haviam sido manipulados na primeira etapa de sua vida mostravam um grau mais elevado de concentração de soro anticorpo em todos os casos, após as imunizações primária e secundária, do que os animais que não haviam sido manipulados no mesmo período.